Arquivo mensal: janeiro 2012

Aquele com o bando de moça

Padrão

          Dizem que viadagem hoje é moda. Ou, como a política da boa vizinhança manda vide Chaves, a temática do estilo de vida homossexual tem sido frequentemente posta em questão.

Blah!

          O fato é que as bicha tão aí e o assunto é, no mínimo, um “babado”.

        Não há, entretanto, como evitar aquelas perguntas de sempre – que vem mais dos heteros do que dos homos. Na verdade, nem são bem perguntas, são mais afirmações.

* Deus aprova o homossexualismo. (?)

* Se os anjos são todos “meninos”, eles não fazem sexo. (né?)

* Os gays vão pro inferno. (?)

* Alguém pode escolher renunciar da vontade de dar pra alguém do mesmo sex(ch)o. (?)

* Adão comeu a fruta (ou não comeu?)

* Uma pergunta particular minha: Porque as bolas dos homens são pra fora? Essa linha pode estar certa, mas está bem torta, Brother God.

* Blah Blah Blah Mih Mih Mih Nhem Nhem Nhem. (?)

* Dentre outras coisitas más.

          Lógico que não sou eu quem vai entrar nessa questão tensa em cristo. O guru da vez é o musical das’américa – leia-se, estadunidense; porque eu sou uma pessoa fina, THE BIG GAY MUSICAL – ou em tradução livre como um pássaro, O GRANDE MUSICAL GAY.

Não acho que isso seja SPOILER pra quem não viu o musical por dois motivos:

Primeiro: A produção não é nenhum chamariz de espectadores porque, além de ser OFF BROADWAY, TBGM é todo em playback.

Segundo: Mesmo sabendo o que você deve esperar da peça, a proposta do musical ainda faz valer  #believe-me.

Bom…

Assim…

Então…

Ah, lembrei. As bichas…

          A peça começa com Adam e Steve contando como o mundo foi criado.

          Adão começa dizendo que no início Deus criou os céus as terras e isso não vai nem um pouco além do que nós já “sabemos”.

          Mas Steve o interrompe dizendo: Espera, não é assim que começa. Você pegou o livro errado.

          Adam então, pega o livro “certo”, que não se chama bíblia e sim, VERDADE.

          Aí sim começa a baixaria, já que a peça tem muito homem semi-nu, muitos beijos gays e muito sexo. Mas pra quem presta atenção na história, a ideia da peça é muito mais que brilhante.

Vamos resumir:

Leia o resto deste post

Aquele com o talento escondido

Padrão

Image

      Não sou muito fã de quadrinhos, tirinhas ou coisas do gênero. Talvez porque minha grande frustração de infância foi não saber desenhar absolutamente nada.

         Mas o fato é que eu admiro muito qualquer pessoas que sabe qualquer coisa muito bem. E é isso que o Cesar Filho faz no site Dançando sem Cesar.

          Eu aposto que ele deve ter uma ótima explicação pra esse nome, que funcione bastante na cabeça animadíssima dele… De resto, esqueçam o nome, dá um passada lá e se liga no Harold, no Dave, no próprio Cesar e em diversos outro personagens eventuais.

De nihilo nihilum

Sobre batinas, irmãos e igrejas amarelas

Padrão

Image

         Eu achava que todas as igrejas eram amarelas, como um acerto entre todas as igrejas do mundo. Um amarelo gasto. Branco sujo que parecia amarelo. Achei isso até os 14 anos, quando me mudei pra Chapada dos Guimarães.

         A igreja matriz do centro da cidade era azul. Um azul, dois, três azuis. Um pra cada pedaço da fachada; e confesso que no primeiro domingo eu só pude olhar e rir. Rir não só dos tons desconcertantes de azul, mas de ver minha certeza de infância sendo rapidamente derrubada.

         O velho padre, de dentro, me olhava e sorria. Aquele sorriso de padre de mesmo, de “Seja bem-vinda”, “Jesus te ama”, “Eu nunca fiz sexo na vida”. Não acho que ele tenha julgado meu riso, talvez soubesse que os azuis eram contra o Conselho das Igrejas Amarelas. Talvez soubesse que eu era nova na cidade.

         – De onde você é, menina? – perguntou o sorridente senhor de batida.

         – Daqui. – respondi olhando pros lados.

         – Nasceu aqui?

         – Não. Mudei com meus pais.

         – Morava onde?

         – Não era bem uma cidade, era uma fazenda no meio do nada, uma vila. Então… Não sei, desculpe.

         Minha mãe me olhava de um banco de madeira bem em frente ao altar, que era, grande. Grande é, de longe, a única palavra que tenho pra descrever. Talvez “grande pra cacete”. Ela usava um vestido longo, tinha as pernas cruzadas, o cabelo solto no pescoço, os olhos brilhando para mim.

         – Bom, seja bem-vinda, criança. Que a paz do senhor esteja com você.

         – E aí eu respondo “amém” ou é só na missa mesmo?

         – Poderia… – ele pôs as mãos atrás das costas.

         – Amém – sorri. Leia o resto deste post

Aquele com os Evangélicos na TV

Padrão

Image

         A pergunta em questão ou a questão da pergunta é: De onde as emissoras abertas e pertencentes a pessoas ateias e capitalistas tiraram a brilhante ideia de colocar cantores pregadores na programação?

        Será mesmo que eles querem propagar a “palavra do cristo” assim do nada, tipo: Porra, sabe o que seria massa? Jesus… Ou será que eles já captaram que 140% tipo na Rússia da população brasileira é evangélica em Cristo?

        Estou certa que não vou chegar em conclusão nenhuma, porque pra falar a verdade, eu não sei porra nenhuma da vida da comunidade evangélica baiana ou brasileira e, diga-se de passagem, nem ligo. Eu só quero mesmo entender e falar, porque falar é sempre produtivo so we hear.

        Acho que no caso da Globo, depois que você tenta Especial de Roberto Carlos em Jerusalém, 300 especiais do Didi de férias e uma entrevista da Xuxa com a baixinha Beyoncé e nada disso funciona, você tem que catar uma saída. Por definição, a Globo não é uma emissora de Deus… Apesar de ser uma das duas emissoras que produzem um evento conhecido que funciona de arrecadação de dinheiro – fora a questão frequentemente levantadas sobre a campanha ser duvidosa – para “caridade”. Enfim… A Globo não é de Deus, mas a Record Glória a Deus é. Ah, se é… É no nível “10% do seu salário ou Karl Marx vai te arrastar pro inferno com ele”

      Nos tempos de glória onde as pessoas abriam os mares, o dízimo era usado pra manter os sacerdotes e também assistir os órfãos, viúvas e os pobres. Bem diferente do que é hoje, não é, Imensa Igreja Desnecessária na Av. ACM?  Segundo dizem…

        Mas eu acho que não deveria entrar nessa questão.

        MÚSICA GOSPEL… Direto ao ponto. Pá… Leia o resto deste post

Sobre cartas, incensos e tapetes.

Padrão
 

           Abro a porta e paro na entrada. Olho em volta e vejo as contas na bancada, as revistas no sofá, os copos na mesa de centro, os pratos na pia.

          Entro sem fechar a porta.

          Deixo ela tão aberta e exposta quanto, agora, me sinto.

          Caminho percorrendo as paredes do corredor e entro no quarto verde demais. Os pingos de tinta no chão de piso branco me encaram e julgam minha pouca habilidade como pintora. Julgam minha pouca habilidade com tudo; minha total falta de habilidade.

          Tranco o quarto. Penso que alguma coisa em mim deve estar, também, fechada;  percebo que me aperto forte, os braços em volta do corpo, a roupa amassada.

          Deito na cama e fecho os olhos. Repito diversas em minha cabeça que tudo ficará bem, educando-a a seguir em frente com um forçado e choroso sorriso. Lembro que sou o tipo de mulher que não fica parada e levanto.

          A noite não é escura como de costume. Nuvens cinzas cobrem tudo que eu posso ver até que eu me incline na janela e veja, também, o vento batendo nas árvores na rua.

          Vejo alguém entrar pela porta, rápido. Passa sem dar boa noite ao porteiro, que olha para trás e fica olhando.

          Logo ouço as batidas na porta que, suponho, ainda está aberta. São três batidas lentas que não entregam o visitante. Ouço um suspiro forte e mais três batidas; dessa vez, mais rápidas.

          – Nina, posso entrar?

          – Entre. Leia o resto deste post